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domingo, 18 de outubro de 2015

Participação no I Simpósio de Integração Acadêmica na FAMESC

Na última terça-feira, 13 de outubro, participamos do 1º Simpósio de Integração Acadêmica, na Faculdade Metropolitana São Carlos - unidade Quissamã, localizada no CIEP Brizolão 465.

Professor Gabriel, Gabrielly e Monaliza apresentando o pôster.


Para expormos nosso Projeto de Extensão "Cultura Corporal no Norte Fluminense: memória histórica e experiências", fizemos um pôster apresentando as informações encontradas nos jornais "O Tagarela" e "A Idéa". Foi um evento bastante interessante, onde tivemos a oportunidade de dialogar um pouco sobre as pesquisas desenvolvidas e de aprender com os demais participantes do evento. Foram variados pôsteres apresentados, contemplando diferentes assuntos. Os participantes ficaram bem interessados e impressionados com as riquezas que encontramos nesses jornais, como os torneios de malha e as festas de padroeiros. Eles interagiram sobre o assunto e especularam sobre a diminuição desses acontecimentos, que existiam desde o século XX e recentemente não têm ocorrido, o que todos concordamos que é uma grande perda para a cidade. 

Algumas pessoas não conheciam a página Quissamã: Memória Viva, criada pela Dona Leninha para divulgar seu trabalho no Espaço Cultural. O Simpósio foi, portanto, uma grande oportunidade para que pudéssemos passar essa informação para mais pessoas.

Arguição feita por uma das avaliadoras.

No evento, também aconteceram palestras sobre temas relacionados aos cursos existentes na FAMESC e uma apresentação de Ginástica Rítmica feita pelos estudantes de Licenciatura em Educação Física.

Já no segundo dia do Simpósio, ocorrido no dia 14 de outubro de 2015, tivemos uma palestra com o tema “Vocação, paixão e interação: a arte de estimular o pensamento”, ministrada pela Professora e Pedagoga Cristiane Barcelos.

A palestra teve como objetivo estimular os alunos a pensarem o que pretendiam e que rumo tomar depois que concluíssem a faculdade. Foram desenvolvidas dinâmicas que serviram como um estudo de caso, de que atitudes um professor pode ter para conduzir suas aulas. Em seguida, a Professora Cristiane enfatizou diferenças entre uma escola “tradicional” e uma escola “sociointeracionista”, relatando as principais relações Aluno/professor no contexto escolar. A palestrante esclareceu que o sociointeracionismo é uma teoria de aprendizagem com foco na interação. Segundo ela, a aprendizagem acontece em contextos históricos, sociais e culturais. Assim, o conhecimento real da criança é o ponto de partida para o conhecimento potencial.

Parabenizamos os colegas da FAMESC pela realização do evento e agradecemos pela oportunidade de participar, divulgar um relato preliminar de uma das ações de nosso Projeto de Extensão, ocasião em que pudemos trocar ideias, ser arguidos pelos avaliadores, receber e contestar críticas a partir das argumentações, das fontes e do referencial teórico, práticas necessárias para o avanço da produção do conhecimento.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Regulamentação da Profissão e Diretrizes Curriculares da Educação Física

Convidado pela Professora Karine Castelano para uma palestra na Faculdade Metropolitana São Carlos - Unidade Quissamã, o professor Gabriel Marques, coordenador do Projeto de Extensão "Cultura Corporal no Norte Fluminense: memória histórica e experiências", realizou durante quase duas horas uma boa troca de ideias com os estudantes do curso de Licenciatura em Educação Física da instituição.



A palestra teve como abordagem o tema “Regulamentação da Profissão e Diretrizes Curriculares”, ministrada pelo professor Gabriel Marques e realizada na Faculdade Metropolitana São Carlos, na noite do dia 01 de setembro de 2015.


Alguns registros do professor Inezil Penna Marinho, que escreveu diversos textos sobre a história da Educação Física no nosso país, apontam a existência de discussões sobre essa temática desde 1946.


O processo da Regulamentação da Profissão da Educação Física passou por diversas etapas e reformas. No ano de 1996, o Deputado Paulo Paim realizou uma audiência pública com o intuito de coletar assinaturas para regulamentar a profissão. Neste mesmo ano de 1996, o Movimento Estudantil de Educação Física (MEEF) foi o primeiro movimento organizado a tomar posicionamento contrário à regulamentação da profissão, sendo a favor da regulamentação do trabalho. Contudo, mesmo havendo poucos debates no interior da área e outros movimentos contrários à regulamentação da profissão, o Projeto de Lei 33/98 foi para o Senado Federal e sancionado no dia 1 de setembro de 1998.


O sistema CONFEF/CREFs foi o primeiro a ser regulamentado após a Reforma de Estado (Lei 9649/98), permitindo assim uma regulamentação que contivesse apenas seis artigos! O sistema CONFEF/CREFs alega defender a sociedade da atuação dos "leigos", considerando que as pessoas que atuavam na área eram leigas e não possuíam os devidos conhecimentos, passando a reprimir diversos trabalhadores por considerar que todas as atividades corporais são propriedades privadas da Educação Física. 

Outro aspecto do debate com os estudantes da FAMESC refere-se às mudanças nas Diretrizes Curriculares, que fragmentaram a área em Licenciatura e Graduação, desconsiderando, assim, a conotação pedagógica de nossas intervenções, independentemente do espaço de atuação. Com esta divisão, ocorre a separação entre os campos escolar e não escolar, visando preparar o formando em Licenciatura para atuar como docente da Educação Básica, enquanto os estudantes da Graduação não podem atuar na Educação Básica.

Além de avançar para o campo escolar, realizando articulações com as Secretarias Estaduais e Municipais em diversas localidades do país, para obrigar os concursados a apresentarem o registro profissional, o sistema CONFEF/CREFs coloca-se como adversário ao naturalizar o desemprego estrutural e defender a conquista ao mercado de trabalho pensando apenas de maneira corporativista. Desse modo, joga os trabalhadores contra outros trabalhadores e auxilia o processo de precarização do Trabalho.

 Nas Diretrizes Curriculares houve a separação da licenciatura/graduação, separação do campo escolar para o campo não escolar, visando preparar o profissional para atuar como docente na educação básica, já os graduados excluem de sua formação a possibilidade de atuar na educação básica.

Discussões como esta sempre acrescentam qualidade à nossa formação, pois não estão muito presentes no cotidiano das aulas. Ao longo da conversa, foi possível desconstruir algumas falsas verdades propagadas pelo Conselho Profissional, defender a proposta da Licenciatura Ampliada e avançar na defesa do Dia 15 de outubro como o nosso dia, pois somos Professores de Educação Física, independentemente do local de atuação.


Agradecemos à Professora Karine e à Direção da FAMESC pela oportunidade de dialogar sobre o tema.